Muitas pessoas chegam a uma consulta de tarot esperando fórmulas mágicas ou simpatias para resolver seus problemas, mas a verdade é que existe muita desinformação e misticismo em torno deste tema.
Ao contrário do que se pensa, o tarot e a magia não possuem relação direta; a prática séria da consulta de tarot busca, acima de tudo, a compreensão de si mesmo e das situações do dia a dia do consulente.
Neste post, vamos entender por que o Tarot se basta e como ele pode ser o caminho para escolhas mais conscientes.
Consulta de tarot, magia e simpatia:

Tarot e simpatia: qual a relação?
Absolutamente nenhuma quando se fala em magia do tarot!
Existe muita confusão, desinformação e misticismo a respeito da consulta de tarot.
A leitura das cartas de tarot ou de baralho cigano vem de encontro a uma necessidade básica de todo o ser humano: compreender a si mesmo, ao próximo e as situações que vivencia no dia a dia.
A leitura do tarot também permite além dessa análise, um ensejo à mudança interior e consequentemente, da realidade em torno do consulente, uma vez que com maior lucidez e compreensão sobre seus objetivos e meios de chegar aos mesmos, naturalmente um processo de amadurecimento ocorrerá o que por sua vez, levará a mudança de atitudes e conduta, criando sua nova realidade.
Tarot é auto suficiente e se basta!
Por tanto, o objetivo do tarólogo competente e coerente em relação ao seu trabalho é de justamente buscar esclarecer, ajudar o consulente a ter discernimento em relação a sua vida e ao seu destino. Fazê-lo compreender que a vida funciona a partir de uma lei básica: ação e reação. Que cada nova ação gera consequências e que, a partir de ações corretas pode-se colher reações positivas em relação a própria vida. A consulta de tarot será então de auxílio ao processo reflexivo do consulente de modo ao mesmo fazer as escolhas corretas.
O tarot não é ilusão!
Sendo assim, é evidente que um tarólogo sério não irá se propor a resolver os problemas do consulente, seja ensinado simpatias ou fazendo “magias ou rituais” que tragam a “solução miraculosa” de todos os problemas que o consulente enfrenta. O profissional do tarot que é sério deseja e trabalha justamente para o crescimento de quem o consulta e não cria ilusões, falsas esperanças ou supostas soluções que mantenham o consulente em uma atitude de dependência infantil e passiva esperando resolver os próprios problemas sem tomar a responsabilidade que lhe cabe.
Espiritualidade é algo sério, nossa energia é algo sagrado! Se efetivamente houver problemas pelo lado espiritual, o consulente deve ser orientado a buscar ajuda em um lugar adequado, independente da vertente religiosa, pois todos os caminhos de busca de realização espiritual são maravilhosos. Não importa a religião, o que importa é o dirigente responsável e a generosidade com que se é acolhido nessa religião. Desse modo pode-se pensar em uma orientação e ajuda de verdade!
O que é impraticável é a confusão que existe, a fantasia em torno da prática do tarot, onde misturam tarot com mediunidade, vidência, simpatia, magia, e esquecem do essencial: o tarot se basta! É um instrumento completo com seu simbolismo e riqueza de detalhes, desde que, o tarólogo realmente saiba interpretá-lo.
E sendo assim, não precisará “enfeitar” a consulta de tarot com conceitos e fantasias completamente estranhos ao mundo do tarot!
Questões importantes sobre magia e tarot:
1. O tarot pode prever o futuro de forma mágica? Não se trata de magia, mas de análise de tendências baseada em atitudes e condutas atuais. O tarot funciona através da lei de ação e reação: ele ajuda a compreender como suas escolhas presentes moldarão sua realidade futura, permitindo que você tome as rédeas do seu destino com mais discernimento.
2. O que o tarólogo faz se identificar problemas que fogem à técnica das cartas? Um profissional sério reconhece os limites da sua ferramenta. O tarot é um sistema interpretativo de situações do dia a dia e autoconhecimento. Se a questão do consulente for de ordem estritamente religiosa ou de foro íntimo de fé, ele deve buscar instituições adequadas e dirigentes responsáveis por essas áreas, pois o tarot não deve ser misturado com práticas de assistência espiritual ou rituais.
3. Por que não se deve usar simpatias ou rituais junto com o tarot? Porque o tarot se basta e é autossuficiente. Utilizar “enfeites” como simpatias ou promessas de soluções milagrosas apenas gera uma dependência infantil e passiva no consulente. A função da consulta é o amadurecimento e a mudança interior através da lucidez, e não a busca por atalhos irracionais para resolver problemas reais.
4. A “intuição” do tarólogo é a mesma coisa que vidência ou mediunidade? Não. Em uma consulta séria, o que muitos chamam de intuição é, na verdade, uma interpretação baseada no domínio técnico do simbolismo das cartas. A consulta de tarot segue um método estruturado, que se baseia na leitura lógica dos símbolos nas lâminas, sem recorrer a interpretações sobrenaturais ou conceitos que fogem ao sistema tradicional.