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Da consulta de tarot por telefone ao WhatsApp

Correspondência, fita cassete, telefone, computador e celular representam a evolução das consultas de tarot a distância desde 1996.
Da correspondência e do telefone às mensagens e chamadas pelo WhatsApp, cada meio modificou o ritmo e a forma de conduzir as consultas a distância.

É surpreendente pensar nas mudanças ocorridas desde os anos 1980, quando comecei a estudar o tarot e o baralho cigano de maneira séria. Naquele período, uma consulta realizada a distância ainda era pouco comum e dependia de meios que hoje parecem excessivamente lentos ou limitados.

Quando iniciei minha atuação profissional, em 1996, a comunicação estava justamente começando a passar por uma transformação profunda. Em poucos anos, acompanhei a consulta por telefone, os primeiros mensageiros da internet, o ICQ, o MSN, o Skype e, por fim, o WhatsApp. Cada meio alterou alguma coisa na dinâmica do atendimento: o tempo necessário para receber uma resposta, a possibilidade de conversar durante a leitura e a própria maneira de formular ou desenvolver uma questão.

Para quem já nasceu em um mundo conectado, pode ser difícil imaginar uma consulta de tarot realizada por correspondência ou uma resposta gravada em fita cassete. No entanto, durante muito tempo, esses recursos fizeram parte das possibilidades existentes para atender alguém que não pudesse estar no mesmo lugar que o profissional.

Antes da consulta de tarot online

Antes que a internet se tornasse acessível, já existiam consultas de tarot e astrologia realizadas a distância, embora elas não permitissem uma conversa imediata.

A pessoa enviava suas perguntas por correspondência — pelo correio, literalmente — e o profissional realizava a leitura a partir das informações recebidas. As respostas poderiam ser encaminhadas por escrito e também gravadas em uma fita cassete.

Todo o processo exigia tempo. Era necessário aguardar a chegada da correspondência, realizar o estudo e enviar o material de volta. Entre a formulação da pergunta e o recebimento da resposta poderiam transcorrer vários dias.

Essa distância temporal também influenciava a maneira de elaborar a consulta. Uma pergunta incompleta, uma informação omitida ou uma circunstância mal explicada não poderiam ser esclarecidas no mesmo momento. O profissional trabalhava com o que havia recebido, enquanto o consulente precisava esperar o retorno para conhecer o resultado da leitura.

Apesar dessas limitações, a consulta por correspondência já demonstrava que o atendimento não dependia necessariamente da presença física entre as duas pessoas. O que ainda faltava era um meio que permitisse desenvolver a conversa enquanto ela acontecia.

A consulta de tarot por telefone

O telefone trouxe justamente essa possibilidade.

Nos anos 1990, a consulta por telefone tornou-se a principal forma interativa de atendimento a distância. Em vez de enviar uma pergunta e aguardar o retorno, o consulente podia conversar diretamente com o tarólogo, explicar a situação e acrescentar novas questões durante a leitura.

Também foi nesse período que se tornaram conhecidos os sistemas telefônicos voltados a leituras de tarot, baralho cigano, búzios, runas e outros oráculos. Independentemente das características dessas empresas ou dos profissionais que nelas trabalhavam, esses serviços contribuíram para tornar a consulta a distância mais conhecida do público.

O telefone modificou principalmente o ritmo do atendimento. A comunicação passou a ocorrer em tempo real e permitiu que uma informação fosse esclarecida antes de prosseguir. A pergunta inicial poderia revelar outra questão, uma contradição ou um aspecto da situação que não havia sido considerado, e a conversa poderia continuar a partir disso.

Ainda havia, naturalmente, as limitações próprias das chamadas telefônicas da época. Mesmo assim, comparada à correspondência, a possibilidade de estabelecer um diálogo imediato representava uma mudança considerável.

Do ICQ ao MSN

Com a popularização da internet, a consulta de tarot a distância passou por outra transformação.

O ICQ foi um dos primeiros mensageiros instantâneos amplamente utilizados e, durante algum tempo, teve uma presença comparável à que o WhatsApp teria muitos anos depois. Por meio dele, tornou-se possível conversar por escrito com uma pessoa que estivesse em outra cidade ou mesmo em outro país.

A consulta por chat conservava algumas características da correspondência, porque as perguntas e respostas continuavam sendo escritas, mas eliminava a espera entre uma mensagem e outra. O diálogo acontecia naquele momento, permitindo desenvolver a situação conforme a conversa avançava.

Posteriormente, com a internet disponível para um número maior de pessoas, o MSN Messenger ocupou esse espaço. Durante um longo período, ele foi o principal meio utilizado para conversas online e contribuiu para que esse tipo de comunicação deixasse de parecer algo excepcional.

As consultas pelo MSN fizeram parte desse processo. A conversa escrita em tempo real já estava incorporada à rotina de muitas pessoas, e procurar um atendimento por esse meio passou a ser uma possibilidade compreensível mesmo para quem nunca havia considerado uma consulta a distância anteriormente.

Não foi apenas uma troca de programas. Houve uma mudança na relação das pessoas com a própria ideia de distância. Aquilo que antes exigia correspondência, deslocamento ou uma ligação telefônica passou a caber em uma janela de conversa aberta no computador.

A voz e a imagem pelo Skype

O Skype ampliou novamente essas possibilidades ao reunir o chat com recursos de voz e vídeo.

A consulta poderia continuar por mensagens escritas, mas também passou a permitir uma conversa oral sem depender de uma chamada telefônica convencional. Pessoas que estavam em diferentes lugares podiam conversar diretamente, escolhendo o formato mais adequado para aquele atendimento.

A voz recuperava parte da espontaneidade existente no telefone. Já o vídeo acrescentava uma forma de contato que até então não estava disponível nos mensageiros mais conhecidos. Com isso, diferentes maneiras de conduzir a consulta começaram a coexistir: texto, áudio ou conversa com imagem.

Durante algum tempo, Skype, telefone e outros programas foram utilizados paralelamente. A escolha dependia do recurso disponível, da familiaridade do consulente com cada sistema e da forma de comunicação que melhor se ajustava àquela conversa.

O importante, naquele momento, era perceber que os meios estavam se multiplicando. A consulta a distância já não correspondia a um único formato.

A consulta de tarot pelo WhatsApp

O WhatsApp reuniu no telefone celular recursos que antes dependiam de meios separados.

As mensagens escritas, os áudios, as imagens e as chamadas passaram a estar disponíveis em um mesmo aplicativo. A pessoa já não precisava estar diante de um computador nem utilizar diferentes programas para conversar por texto ou por voz.

Essa integração modificou novamente a prática do atendimento. Uma consulta pode ocorrer por mensagens, por áudios ou por chamada, conforme a natureza da questão e a forma de comunicação escolhida. Também se tornou possível alternar entre esses recursos durante o contato, sem abandonar a mesma conversa.

O percurso entre a correspondência e o WhatsApp não representa apenas uma sucessão de tecnologias. Cada meio criou uma relação diferente com o tempo e com o diálogo.

Na correspondência, a pergunta precisava seguir praticamente completa porque não haveria resposta imediata. O telefone permitiu conversar enquanto a leitura era realizada. O ICQ e o MSN introduziram a conversa escrita em tempo real. O Skype acrescentou voz e vídeo pela internet. O WhatsApp concentrou essas possibilidades em um aparelho que acompanha a pessoa durante grande parte do dia.

A tecnologia alterou o modo de estabelecer contato, mas não eliminou a necessidade de compreender adequadamente a situação apresentada. Seja por telefone, chat, áudio ou chamada, uma consulta depende de perguntas relacionadas a circunstâncias concretas e de uma conversa que permita avaliar o que realmente está em questão.

Atualmente, os atendimentos online do Mântica Rhom são realizados pelo WhatsApp, por mensagens, áudios ou chamada e os detalhes são explicados na página: consulta de tarot pelo WhatsApp.

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Responsabilidade Editorial

Fernando

Fernando é tarólogo e cartomante, responsável pelo Mântica Rhom, e atua profissionalmente desde 1996. Ao longo dessa prática, desenvolveu uma abordagem própria de leitura contextual, que mais tarde passou a chamar de Tarot Analítico.

Consulta de Tarot Mântica Rhom - Fernando Tarólogo Cartomante - Av. Paulista, 2071, São Paulo - SP

Os critérios éticos e a fundamentação deste trabalho estão detalhados em nossa Metodologia.