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Fernando — tarólogo e responsável pelo Mântica Rhom

Comecei a estudar tarot no final dos anos 80. As primeiras leituras aconteceram em eventos e feiras místicas, comuns naquela época. Mas foi apenas em 1996, quando os primeiros sistemas organizados de consulta de tarot por telefone começaram a surgir no Brasil, que passei a atender profissionalmente todos os dias.

A prática sistemática de consultas aprimorou minha relação com as cartas. Os significados tradicionais permaneciam como base; porém, passei a observar que nem sempre davam conta das situações que apareciam. Uma mesma carta poderia ganhar pesos distintos conforme a pergunta, as cartas adjacentes e a história trazida pela pessoa.

Com a experiência adquirida, fui deixando de tratar a pergunta inicial como cerne do problema. Uma consulta poderia começar por um acontecimento recente e levar ao exame de uma questão anterior que parecia relacionada à situação apresentada. Em muitas ocasiões, o consulente desejava saber o que alguém sentia, mas a questão acabava se deslocando para aquilo que já podia ser observado na própria relação.

Desse modo, foi-se desenvolvendo a forma de leitura que mais tarde denominei Tarot Analítico. Quando adotei esse nome, a forma de trabalho já existia. Eu procurava ler o conjunto, relacionar as cartas ao contexto apresentado e reconhecer as contradições da situação antes de chegar a uma interpretação consolidada.

Tarot Analítico

A consulta parte da situação trazida pelo consulente e das perguntas que precisam ser examinadas. O fato de uma pergunta ter sido feita não significa que o tarot possa respondê-la com o grau de certeza que a pessoa deseja. Reconhecer esse limite também faz parte do trabalho.

Uma leitura pode apontar uma tendência e ajudar a reconhecer elementos que já estavam presentes na situação, mas ainda não haviam sido percebidos com clareza. Para que a consulta tenha utilidade, a interpretação precisa manter contato com a realidade vivida pelo consulente. Uma resposta pode parecer convincente e, ainda assim, não ajudar em nada quando ignora essa realidade.

Os textos do site

Sou responsável pela redação, revisão e atualização dos conteúdos publicados no Mântica Rhom.

Muitos artigos nasceram de questões que atravessaram anos de atendimento. Não publico relatos identificáveis dos consulentes. Quando utilizo situações provenientes da prática profissional, os exemplos são reconstruídos para preservar a privacidade das pessoas atendidas. O que reaparece nos textos são problemas de interpretação observados ao longo do tempo: a leitura literal de uma carta, a procura por certezas que o tarot não pode oferecer, a confusão entre uma tendência e um resultado inevitável ou o uso de significados prontos em situações que exigem maior atenção.

Outros artigos vieram do estudo dos arcanos, da história do tarot e das mudanças ocorridas na minha própria prática. Já revisei textos porque uma explicação escrita anos antes não correspondia mais ao modo como eu compreendia determinado tema. A responsabilidade editorial também envolve reconhecer quando uma formulação precisa ser corrigida, ampliada ou abandonada.

Limites do atendimento

O tarot é um instrumento de interpretação simbólica. Não substitui acompanhamento psicológico, médico, jurídico ou financeiro, nem retira do consulente a responsabilidade por suas decisões.

Também não uso uma leitura para apresentar como fato aquilo que depende da intimidade, da vontade ou das escolhas de outra pessoa. Quando uma pergunta exige uma certeza que o tarot não pode oferecer, esse limite precisa ser dito.

Os limites interpretativos estão desenvolvidos na metodologia, e as condições do serviço estão reunidas na política de atendimento e privacidade.

Horários, modalidades e canais de atendimento estão disponíveis em contato e agendamento.

Abaixo estão os artigos publicados neste site sob minha responsabilidade editorial.

Consultar o Tarot Analítico no Amor

A busca pela solução da vida amorosa nas cartas do tarot Existe uma expressão bastante comum — “tarot do amor” — que, embora reflita bem o que as pessoas buscam, não corresponde ao uso real…